{"id":28354,"date":"2022-11-21T22:18:30","date_gmt":"2022-11-22T01:18:30","guid":{"rendered":"http:\/\/crfac.nodejs15f02.uni5.net\/site\/?p=28354"},"modified":"2022-11-21T22:35:08","modified_gmt":"2022-11-22T01:35:08","slug":"farmaceuticos-pesquisam-efeitos-da-bicuiba-para-protecao-cardiovascular-renal-e-na-cicatrizacao-de","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crfac.org.br\/site\/?p=28354","title":{"rendered":"Farmac\u00eauticos pesquisam efeitos da Bicu\u00edba para prote\u00e7\u00e3o cardiovascular, renal e na cicatriza\u00e7\u00e3o de"},"content":{"rendered":"<p>Farmac\u00eauticos pesquisadores do Esp\u00edrito Santo est\u00e3o investigando a a\u00e7\u00e3o antioxidante de uma resina extra\u00edda da esp\u00e9cie nativa da regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, a Virola bicuhyba, popularmente conhecida como Bicu\u00edba. O farmac\u00eautico Thiago de Melo, professor de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade de Vila Velha (UVV), \u00e9 quem coordena a pesquisa. Ele explicou que todos os testes foram feitos em ratos no per\u00edodo de dois anos. Os animais foram divididos em grupos: os que tiveram os machucados tratados com doses de um rem\u00e9dio comercial, utilizado em hospitais, e os que receberam a resina.<\/p>\n<p>\u201cTivemos a grata surpresa quando fizemos uma nova formula\u00e7\u00e3o com produtos da resina, um creme, feito com colegas aqui da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e testamos isso em animais, havendo uma resposta muito boa, inclusive, comparado aos produtos normalmente usados nos hospitais. A formula\u00e7\u00e3o com a resina da Bicu\u00edba mostrou efeito superior ao cl\u00e1ssico \u00e1cido graxo essencial &#8211; o mais comercializado hoje para cicatriza\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Thiago de Melo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/admin.cff.org.br\/src\/uploads\/tinymce\/83f18c7135a69740f280f28d6e2848ff0a948786.png\" width=\"500\" height=\"333\" \/><br \/>\n<em>O farmac\u00eautico Thiago de Melo, professor de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o<br \/>\nda Universidade de Vila Velha (UVV)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os resultados do estudo foram publicados na revista su\u00ed\u00e7a &#8220;Antioxidants&#8221;, uma das mais importantes do ramo, em agosto deste ano. Mais de 15 cientistas da Universidade de Vila Velha (UVV), da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (UFES), do Instituto Federal do Esp\u00edrito Santo (IFES) e da Universidade de Santiago de Compostela participaram da an\u00e1lise das amostras.<\/p>\n<p>A resina j\u00e1 era tradicionalmente usada entre moradores da cidade de Afonso Cl\u00e1udio, na regi\u00e3o Serrana do Esp\u00edrito Santo, para o tratamento de feridas e foi apresentada aos pesquisadores por um estudante do curso de Farm\u00e1cia da UVV. \u201cTudo come\u00e7ou com um relato de um aluno, em sala de aula, que comentou que seus av\u00f3s, moradores de Afonso Claudio, t\u00eam o costume de utilizar essa resina extra\u00edda de uma planta e a gente v\u00ea que ela ajuda na cicatriza\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas n\u00e3o queriam fazer um teste para ver que efeitos essa resina tem?&#8221; Perguntou o estudante para a professora de Farmacognosia prof. Denise Endringer, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisadora da mesma P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/admin.cff.org.br\/src\/uploads\/tinymce\/d6bfa94ceab107f1a6a89a5825ac184c6a4b7402.png\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/p>\n<p><em>Imagem ilustrativa da pesquisa que est\u00e1 sendo<br \/>\nrealizada por farmac\u00eauticos do Esp\u00edrito Santo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Thiago de Melo relembra que, na \u00e9poca, avaliou-se, tamb\u00e9m, o grande potencial que essa resina tem de combater radicais livres. \u201cDal\u00ed, passamos a investigar em diversos modelos experimentais, o potencial que esse extrato tinha. Observamos efeitos muito interessantes do ponto de vista antioxidante e de outras prote\u00e7\u00f5es cardiovasculares e renais, culminando agora com esse efeito protetor \u00e0 pele, ajudando na cicatriza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Os estudos com a Bicu\u00edba v\u00eam sendo realizados h\u00e1 mais de dez anos. \u201cEm 2015, conseguimos o primeiro dado, de uma prote\u00e7\u00e3o renal melhor, inclusive, do que muitos medicamentos dispon\u00edveis no mercado atualmente. Em 2017, vimos que essa resina pode, em animais, diminuir a forma\u00e7\u00e3o de placas de ateroma, ter a\u00e7\u00e3o anti\u00falcera e tamb\u00e9m com prote\u00e7\u00e3o cardiovascular. Em 2018, eu fui para a Espanha, para fazer o p\u00f3s-doutorado em Farmacologia, e pude continuar as investiga\u00e7\u00f5es l\u00e1, publicando v\u00e1rios artigos com colegas espanh\u00f3is, nos quais a planta apresentava tamb\u00e9m efeitos vasodilatadores\u201d, pontuou o farmac\u00eautico.<\/p>\n<p>As pesquisas t\u00eam demonstrado que a subst\u00e2ncia extra\u00edda da Bicu\u00edba \u00e9 tamb\u00e9m rica em taninos e polifen\u00f3is. \u201cN\u00f3s tamb\u00e9m fizemos uma investiga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da resina, mostrando as suas propriedades &#8211; muitas revistas cient\u00edficas exigem isso \u2013 para mostrar, al\u00e9m quais s\u00e3o os principais biomarcadores presentes nela. J\u00e1 publicamos tamb\u00e9m este trabalho com uma s\u00e9rie de subst\u00e2ncias antioxidantes. Ent\u00e3o, ainda se pode ter outros desdobramentos futuros. Hoje ainda somos um pa\u00eds riqu\u00edssimo em biodiversidade, mas infelizmente ainda importamos muitos antioxidantes\u201d, ressaltou Thiago de Melo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Farmac\u00eauticos pesquisadores do Esp\u00edrito Santo est\u00e3o investigando a a\u00e7\u00e3o antioxidante de uma resina extra\u00edda da esp\u00e9cie nativa da regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, a Virola bicuhyba, popularmente conhecida como Bicu\u00edba. O farmac\u00eautico Thiago de Melo, professor de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade de Vila Velha (UVV), \u00e9 quem coordena a pesquisa. 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