71ª Reunião do Sistema CFF/CRFs reúne lideranças e discute avanços para a profissão em Brasília
Encontro nacional debate piso salarial, atuação profissional e modernização do sistema farmacêutico brasileiro26 de março de 2026, às 12h32 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos
Teve início na última terça-feira (25), em Brasília, a 71ª Reunião Geral dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia. O encontro, que segue por dois dias, reúne dirigentes dos Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) e conselheiros federais, consolidando-se como um dos principais espaços de debates estratégicos da profissão farmacêutica no país.
A programação começou com mobilização política na Câmara dos Deputados. Convocados pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), os participantes realizaram um ato em defesa da aprovação do Projeto de Lei 1559/2021, que propõe a criação de um piso salarial nacional para os farmacêuticos. Durante a agenda, também foram feitas visitas a parlamentares da Comissão de Finanças e Tributação (CFT), colegiado onde a proposta ainda tramita.

A comitiva acreana participa ativamente da agenda em Brasília. O grupo é formado pela presidente Larissa Botelho, pelo secretário-geral Misael Weslley, pelo tesoureiro Charles Mendes, pelo conselheiro federal Bruno Araújo e pelo conselheiro suplente Jairo José, que cumprem compromissos no Congresso Nacional, com reuniões, articulações e acompanhamento das pautas relacionadas ao Projeto de Lei nº 1559/2021.
No período da tarde, já na sede do CFF, o presidente Walter Jorge João destacou os desafios enfrentados pela saúde pública no Brasil e reforçou a importância da atuação integrada entre os profissionais da área.
Segundo ele, o cenário atual exige ampliação do acesso aos serviços de saúde. “O tempo médio de espera por uma consulta no Brasil é de 57 dias, podendo chegar a 150 dias no Distrito Federal. Isso demonstra a necessidade de fortalecer o papel de todos os profissionais. Somos mais de 400 mil farmacêuticos preparados para contribuir com a melhoria da saúde no país”, afirmou.
O presidente também abordou o debate regulatório sobre a atuação farmacêutica, especialmente na área da estética. Ele ressaltou que a prática profissional possui limites bem definidos. “A atuação farmacêutica na estética se restringe à pele e ao tecido subcutâneo, não envolvendo procedimentos invasivos mais profundos”, pontuou.