Estudo alerta: TikTok lidera disseminação de desinformação sobre saúde mental
Pesquisa identificou altos índices de conteúdos imprecisos sobre TDAH e autismo nas redes sociais e destaca o papel do farmacêutico no combate à desinformação em saúde.16 de junho de 2026, às 15h57 - Tempo de leitura aproximado: 1 minuto

Uma revisão sistemática conduzida pela Universidade de East Anglia e publicada no The Journal of Social Media Research acendeu um alerta sobre a qualidade das informações relacionadas à saúde mental compartilhadas nas redes sociais. O estudo, considerado o primeiro de larga escala a comparar conteúdos sobre neurodivergências e transtornos psíquicos entre as principais plataformas digitais, revelou índices preocupantes de desinformação.
De acordo com os pesquisadores, o TikTok apresentou os maiores percentuais de conteúdos incorretos. Entre os vídeos analisados sobre Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), 52% continham informações imprecisas. Já no caso do autismo, 41% dos conteúdos avaliados apresentavam erros ou dados sem respaldo científico.
Em comparação, o YouTube registrou cerca de 22% de desinformação, enquanto o Facebook apresentou os melhores indicadores, com menos de 15% de conteúdos considerados incorretos.
Segundo os autores da pesquisa, os algoritmos das plataformas — especialmente do TikTok — favorecem conteúdos que geram alto engajamento em curto período, o que contribui para a rápida disseminação de informações equivocadas e sem embasamento científico.
Nesse cenário, especialistas destacam a importância do farmacêutico como agente de orientação em saúde. Por ser um dos profissionais mais acessíveis à população, o farmacêutico desempenha papel fundamental no esclarecimento de dúvidas, no combate à desinformação e na promoção do uso seguro e racional das informações relacionadas à saúde mental.
Farmácias e drogarias têm se consolidado como importantes pontos de acolhimento e orientação, auxiliando pacientes e familiares a distinguir informações confiáveis de conteúdos enganosos amplamente compartilhados na internet.
A crescente circulação de informações sem comprovação científica reforça a necessidade de buscar orientação com profissionais de saúde qualificados e consultar fontes seguras antes de adotar condutas relacionadas à saúde mental.