Audiência Pública, no Acre, debate o Acesso a Medicamentos em Defesa da Vida - CRF-AC
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Acesso em 14/07/2024 às 08h49.

Audiência Pública, no Acre, debate o Acesso a Medicamentos em Defesa da Vida

Ascom CRF/AC

14 de junho de 2024, às 16h50 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

O Conselho Regional de Farmácia do Acre (CRF/AC) e o Conselho Federal de Farmácia participaram na manhã desta sexta-feira (14) na Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC) de uma Audiência Pública para debater a “Assistência Farmacêutica no SUS, Acesso a Medicamentos em Defesa da Vida”.

A presidente do CRF/AC, Dra. Márcia Rafaele destaca a importância de debater o acesso a medicamentos a nível estadual. “Esse tema é extremamente valoroso por que temos muitas necessidades a serem atendidas”, disse,
O Projeto Integra é uma iniciativa significativa, surgida em 2021 durante a pandemia, que visa integrar políticas e práticas da Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. É uma iniciativa do Instituto Escola Nacional dos Farmacêuticos (ENFar), da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Federação Nacional dos Farmacêuticos (FENAFAR), visando promover ações para difundir conhecimento, engajar a sociedade e influenciar Políticas Públicas em prol da saúde.

A conselheira federal do Acre, e presidente do sindicato dos Farmacêuticos, Dra. Isabela Sobrinho, não mediu esforços para que a audiência acontecesse. “O Acre tem suas particularidades, cadê os incentivos fiscais do nosso governo, precisamos baixar impostos, trazer multinacionais, se nós tivermos consórcios com as multinacionais que fabricassem tivessem seus polos aqui, nós teríamos muito mais medicamentos disponíveis para a região norte, como o Amazonas está investindo em algumas empresas multinacionais. Quando se juntam grandes municípios com pequenos, os pequenos vão ser beneficiados. Então, se nós temos um cobertor curto há mais de 20 anos, 30 anos, e que isso está sendo difícil de reverter, nós temos a obrigação de procurar estratégias e é o que estamos fazendo aqui”, defendeu.


Essa é a décima audiência para debater o tema, em janeiro até agora a discussão chegou em Rondônia, Minas Gerais, Alagoas e agora no Acre. Em 2023 foram realizadas audiências nos estados do Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia, Amazonas, São Paulo e no Pernambuco. A previsão é de que ainda este ano aconteçam audiências no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Durante sua fala da coordenadora de projetos do instituto escola nacional dos farmacêuticos e coordenadora do projeto Integra, Fernanda Manzini apresentou dados de todo Brasil, destacando que a ampliação do acesso aos medicamentos para tratamento da hipertensão e da diabete resultou em redução expressiva e estatisticamente significativa do quantitativo de internações hospitalares e óbitos por essas doenças, era uma taxa média de 27,6% e 8,0% ao ano, respectivamente.

“Então vejam, a gente tem uma política enorme que impacta a vida das pessoas, mas a gente tem desafios diários para colocar a ideia dessa audiência pública, então o projeto IPEG está planejando o país todo, justamente para a gente juntar as pessoas influentes e responsáveis dos territórios, para que a gente possa fazer, então, uma grande corrente para encarar esses desafios e fortalecer as nossas políticas públicas, e fortalecer o sistema público e saúde. É isso que estamos aqui hoje”, destacou.

Este ano, o Projeto Integra está ampliando ainda mais o alcance desses eventos, para abranger um número maior de regiões e estimular a participação cidadã nos debates de temas ligados à Saúde Pública. Na etapa atual, as Audiências Públicas, nas Assembleias Legislativas Estaduais, têm o objetivo de debater, com o parlamento e a sociedade, as estratégias para o futuro da Saúde Pública. O evento, do Projeto Integra, foi proposto pelo Deputado Estadual, Adailton Cruz (PSB/AC). “É um tema de muito importante a ser debatido, o acesso a medicamentos em defesa das nossas vidas, a gente sabe muito bem que não adianta de nada ser atendimento, ter prescrição e não ter medicamento, e se tiver e não souber usar, não teremos o problema resolvido. Então, nós precisamos muito de investimentos, de atenção, de qualificação, de apoio e também valorizar os profissionais farmacêuticos do nosso Estado”, defendeu


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